Reykjavik

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A adorável Reykjavík é capital da Islândia e a capital mais ao norte do mundo.  Como toda cidade setentrional, neva , faz muito frio e quase não anoitece no inverno. Eu fui no início da primavera e ainda peguei neve e frio. E venta, venta muito. Mas as pessoas são muito simpáticas. Como todos nórdicos, em geral são muito na deles, se não fala com eles, eles te deixam na tua.  Ninguém se mete na tua vida.

Como fui de Londres e o vôo é internacional, a gente chega no aeroporto de Keflavík e pega um transfer para Reykjavík que demora uns 40 minutos. O aeroporto é pequeno, mas tem free shop, cafeteria e câmbio. Só um detalhe: eu cheguei tarde da noite e o câmbio estava fechado, então o caixa eletrônico fica ainda na parte das bagagens, antes de sair da parte do desembarque.

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Quando a gente fala em vento, as pessoas não dão muita bola, Mas na Islândia, prestem atenção, porque é importante. No transfer, o ônibus vinha chacoalhando e ‘assobiando’. Além de estar nevando, a estrada não tem nada, então o vento pega o ônibus direto.

No ínicio, achei um pouco difícil de guardar  os nomes das ruas e das coisas.  E não tem problema, porque no hostel eles te dão mapa e todo mundo fala inglês.  Abaixo, é uma praça bem central, atrás do prédio de informações aos turistas onde saem as chaminés dos canos de energia. Sim, na Islândia eles têm energia geotérmica. Então, pra eles, a água e luz são baratas. E claro, em todo lugar tem água quente. O detalhe é que a água tem um cheirinho de enxofre. Não tem com que se preocupar: esse cheiro não pega na gente. Pode tomar banho, lavar o cabelo, beber direto da torneira que dizem ser a água mais limpa do planeta.

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Apesar de estar muito frio, a cidade tem muitos lugares ao livre em que é possível parar e dar uma descansadinha, aproveitar o visual. O problema é que pode estar tudo cheio de neve…

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Eu visitei uma cervejaria por lá. Na verdade, eles fabricam e engarrafam quase todas as cervejas e refrigerantes da Islândia, que é um país enorme, mas a população é bem pequena. A bebida tradicional é uma espécie de vodka e se chama Branvínn. As cervejas são boas e vale o passeio, porque a gente experimenta várias bebidas.

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Quando se faz o passeio chamado “Golden Circle”, um dos passeios é conhecer o Geisyr ( se diz gueisir e não gaiser), que é a prova da fonte de energia deles. O calor abaixo da superfície e tão grande que a pressão fica enorme e dispara um jato de água e vapor . Tem que ter um pouco de paciência.

Pode ir de ônibus comum, mas não aconselho no inverno ou quando estiver frio. Pode demorar e não é nada agradável ou saudável ficar pegando o vento islandês. Tem várias empresas que fazem esses passeios e é muito mais prático. Até porque, a maioria das atrações ficam a uns 40 minutos do centro. Muita gente aluga carro. Detalhe: dirigir na Islândia é pra quem está acostumado a dirigir com neve e vento, não esqueçam. No verão, o vento persiste. Dizem que os turistas costumam sofrer acidentes quando estão dirigindo, porque as estradas são tão bonitas e diferentes que as pessoas se distraem e perdem a direção…

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E a Lei de Murphy existe aqui também: fica meia hora olhando e nada, quando tu vai olhar outra coisa, o Geisyr se mostra.

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Outro passeio que faz parte do “Golden Circle” é a Gullfloss . O lugar é lindo. A água verdinha e limpa. Mesmo estando longe, a água respinga na gente e o barulho da corredeira é bem alto. Como em toda a Islândia o lugar é imenso, dá pra tirar muitas fotos e é distante de tudo.

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Claro que tem lojas de souvenirs e restaurante perto das atrações turísticas.  Como eles dizem que até o ar deles é o mais puro, porque eles praticamente não têm fábricas e há pouca poluição (pouca população, poucos carros), eles até brincam com isso e vendem as latas de ar puro.

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Como ainda é um destino um pouco caro e as pessoas ainda têm um pouco de receio de viajar para lugares muito frios, é bem tranquilo passear pela cidade. As ruazinhas são uma graça, tem todo o tipo de loja.  Como as pessoas são muito educadas e cientes dos seus direitos e deveres, a cidade é muito limpa.

O city tour é pequeno, nada muito importante pra nós, mas ele levam muito a sério. Eu sempre acho que vale a pena conhecer a cidade e sua história. Como eu só iria ficar no final de semana e o tempo não colaborava muito, não podia me dar ao luxo de contar apenas com as caminhadas para conhecer tudo.

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A indústria pesqueira já foi muito forte, mas com a proibição da caça a baleias e os islandeses serem ‘ambientalistas’, ficou muito mais turístico. Tem até prato tradicional islandês com baleia, mas os próprios nativos pedem para que os turistas não peçam para não incentivar o comércio.

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Harpa. Um dos prédios mais bonitos e originais que já vi. Lá ocorrem shows, concertos e aulas de música. E é lindo por dentro também.

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Eles mantém essa casa como ponto turístico, pois foi onde Reagan e Gorbachev se encontraram para assinar uma espécie de ‘contrato de paz’ da Guerra Fria. Pra quem nasceu até a década de 80, vai lembrar que os EUA e URSS eram duas grandes potências e dividiam o mundo em capitalismo e socialismo. Também se vivia numa constante de rumores que um país iria atacar o outro e seria a terceira guerra mundial.

 

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Escultura em frente ao Perlan.

 

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O Perlan parece um observatório em função da cúpula redonda, mas é um restaurante.  O prédio é muito bonito por dentro também, mas a vista da cidade é o que mais interessa. Dá pra ver a cidade toda. Tudo bem que ela é pequena, mas vale a pena. Ver o oceano, as montanhas brancas, as casinhas coloridas. Quando eu fui o tempo deu uma trégua, mas o vento, ah, o vento. Teve um momento em que tive que caminhar rente ao domo, porque tava difícil de ficar em pé.

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A Lagoa Azul. Com certeza, uma das coisas mais lindas que já vi na minha vida. A água é de um azul claro leitoso lindo. Essa eu tirei antes de entrar na piscina. Sim, tu pode pagar para tomar um delicioso banho quente nas termas a céu aberto. E é maravilhoso. Quando eu fui, ali fora estava -6 graus centígrados. Sugiro pagar pelos pacotes que incluem pelo menos o aluguel da toalha, porque ficar passeando com uma toalha molhada que acaba pesando nesse frio, não vale a pena. O que eu fiz era o mais simples, mas incluía também uma bebida no bar da piscina (sim, o bar fica dentro da piscina e acessível aos banhistas) e um mini potinho de argila para passar no rosto. Essa argila é da própria Lagoa Azul e dizem ser milagrosa, pois tem muitíssimos minerais etc. Eu adorei.  Não aconselho molharem o cabelo na piscina, porque ele fica duro por dias, mesmo lavando. Não faz nenhum mal, mas convenhamos que não é legal ficar com a cabelo duro. Imagina as fotos depois…

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Gullfoss

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Skyr é uma espécie de iogurte islandês. Eu provei somente o de morango e achei muito bom. Não é muito doce, não vai esperando ser igual ao Danoninho.  Bem consistente.

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Loppapeysa é um blusão de lã tipicamente islandês. Dizem que é o mais quente do mundo. Na etiqueta diz que é impermeável, repele a sujeira, mas deixa o corpo respirar. Se for comprar várias coisas, pode comprar nas lojas turísticas e pode pedir o imposto de volta no aeroporto.  Caso contrário, é muito mais barato comprar no mercado público deles.

imageSaga Museu. É interessante, dá pra aprender várias coisas sobre a origem da Islândia. Mas já vou avisando que tem um ambiente bem mórbido e a história islandesa ´[e um pouco violenta. Os bonecos são muito reais e fiquei olhando pra ver se não piscavam mesmo…  Demora só uns 30 minutos. Além disso, saga é uma palavra de origem islandesa que é usada no mundo todo. Confesso que se eu soubesse antes como era, não teria gasto com isso…

A Aurora Boreal é uma das coisas mais incríveis que já vi. Não tem explicação. Não consegui fotografar. Além de estar muito frio, não fica legal com celular ou smartphone ( tem que ser câmera fotográfica com abertura específica da lente  etc) e não sou fotógrafa. Fiquei embasbacada e emocionada. Jamais havia pensado em ter a sorte de poder presenciar algo tão incrível e bonito, numa temperatura tão baixa e com um vento tão frio. O ideal é ir no inverno até os primeiros dias da primavera. No verão parece que é muito difícil de ver.

Enfim, recomendo conhecer Reykjavík. Se eu puder, na próxima, vou no verão para poder aproveitar outros passeios e ver as diferenças. A língua islandesa me pareceu bem difícil de pronunciar, tem letras diferentes. No entanto, como escrevi antes, não tem problema, porque todo mundo fala inglês.  Eu fui de Ryanair, low cost de Luton. A viagem foi boa, mas o check in foi complicado. O aeroporto é longe de Londres, grande parte dos vôos low cost saem de lá e é muita gente. São 12 esteiras para o raio-x e mesmo assim, eu tive que sair correndo para não perder o vôo. Porque é muita gente indo pra tudo que é lado. O meu portão era longe, tive que correr uns 10min.

E vocês, já foram para a Islândia? Como foi, conta pra mim! Pretende ir, quer uma dicas? Comenta pra nós!

Copenhagen 2

Para ir de Barse até Copenhagen é preciso pegar um trem e a viagem demora de 1 a 1 hora e meia. Precisa comprar a passagem numa máquina com cartão com chip. Minha prima tinha um cartão de passagens, então ela me emprestou e paguei pra ela. Isso facilitou e muito. Minha estação era Lundby (se procurar no Google, aparecem várias Lundby inclusive em outros países).
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Com o cartão, era só passá-lo nesse círculo azul em pequenas torres por todas as plataformas. Não há catracas. No entanto, há fiscais de bordo que pedem para ver os tíquetes e máquinas para conferir os cartões. Outra coisas que ajuda muita são os painéis avisando qual trem, qual destino e em quanto tempo estará na plataforma para sair ao destino.

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Num dia de sol, fomos a um Shopping Center de carro. A estrada é ótima e com bom fluxo. Todo mundo sai para passear quando o tempo está bom. Ainda estava um pouco frio quando fui pra lá, uns 11 graus. Mas isso pra os dinamarqueses é quase verão. Demoramos quase uma hora, numa velocidade boa e sem paradas. E o shopping era gigante. Já no estacionamento dá pra ter uma noção, porque são diversas pistas de carros e chancelas com máquinas de tíquetes.

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O trem era bem confortável. A primeira viagem foi incrível. Sabe como é, novidade, fotografei tudo. Quero dizer, fotografei tudo de nada, porque o trajeto é basicamente campo. Perto das estações é que aparecem casas e igrejas. Bem coisa de cidade pequena. O tempo passou rápido. Já nas outras viagens, parecia uma eternidade… Esqueci de comentar que em todos os trens que peguei, tinha um visor com a próxima parada. O aviso de voz não foi em todos. Acho que somente em um não teve. O Google Maps foi bem preciso, mas ter o visor ajuda muito e dá segurança pra quem não conhece nada de lá. Apesar de que não tem problema, porque todo mundo fala inglês… Talvez as pessoas de mais idade não. Ah, esqueci de dizer que a passagem é cara. Não lembro direito, mas era em torno de 100 coroas dinamarquesas ida e volta.

 

 

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A estação central de Copenhagen é linda. Enorme. Teto super alto. Várias lojas e lanchonetes, cafeterias. Mas não tem lugar pra sentar, então não dá pra descansar entre viagens longas. Tem um monte de pombas voando por dentro. Desculpa a foto tremida…

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Num desses passeios, fui com minhas primas pela maior rua de comercial somente para pedestres da Europa, a Stroget. Fomos por toda ela e é longa mesmo, várias e várias quadras. Aí me dei conta como é bom passear com nativos: tive mais noção do valor da coroa dinamarquesa e consegui comprar coisas bem baratas. Mesmo quando tu vê a cotação da moeda, é difícil ter noção do valor das coisas. Eu sempre perguntava pra elas: isso é barato? Isso é caro? E quase sempre a resposta era: isso está caro. Lojas de souvenirs são caras. Mas com minhas primas, fomos em lojas que estavam em promoção. Para se ter uma idéia, comprei um par de botas de solado alto e com interior de pelúcia para minha mãe de DKK200 por DKK50 o que na época, eram R$25.

 

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Uma coisa legal na Europa e que o pessoal não se mixa pro mau tempo ou frio. E saem com as crianças e bebês na boa, sem frescura.

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Num dos dias que fui passear sozinha, fui no Museu Nacional Dinamarquês. Dá pra ir a pé da estação Central, apesar de ser uma razoável caminhada. Passei por esse canal que é a típica paisagem de Copenhagen.Por fora, parece um prédio comum, pequeno. Mas depois que a gente entra, parece que não acaba mais. Eu fiquei quase a tarde toda e fui somente até a sala 23. Minha prima mora lá há 22 anos e disse que não conseguiu ver tudo ainda. Isso que ela é professora e vai lá várias vezes.

 

 

 

 

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O mais legal do Museu é que ele é gratuito. As cidades européias são famosas por serem caras, principalmente na Escandinávia. Um excelente passeio e de graça.

 

 

 

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Outro passeio legal é a Torre Redonda. A entrada é paga, mas é barata. Paguei DKK23 e pode ficar quanto tempo quiser, dentro do horário de visitação. Dá pra ir a pé do Museu, mas é uma pernadinha.

 

 

 

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A torre não tem escadas ou degraus, mas apenas uma rampa. Isso porque o rei Christian queria subir a cavalo… Mesmo assim, a subida e meio puxada. Mas vale a pena, porque dá ora ver toda a cidade. Só tem que tomar cuidado com os bolsos, pois lá também tem os famosos ladroezinhos de turistas.

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