Rudderless

Vi esse filme ontem… E tive que ver de novo hoje… Billy Crudup incrível, Anton Yeltchin muito bem, assim como Miles Heizer.

Por causa dos spoilers, não dá pra contar muito do filme. Billy Crudup é Sam, um publicitário de sucesso, separado que liga para o filho universitário (Miles Heizer, de Parenthood) para comemorar a conquista de um grande cliente. Josh parece ser daqueles jovens retraídos, artista, aparece cantando e tocando músicas próprias no quarto e nem um pouco feliz. Como Josh não aparece, o pai apenas deixa um recado porque achou que o filho ficou na faculdade. Quando está saindo do restaurante on de levou o cano do filho, vê uma matéria urgente na tv de um tiroteio na universidade.

Como enfrentar a morte de um filho? Ele vai até o fundo do poço. Parece que tenta esquecer o que houve. O que é totalmente compreensível. Até que a ex-mulher consegue localizá-lo e aparece para deixar algumas coisas do rapaz que ela acha que tinha a ver com o pai, como equipamento de som, violão, cds e um caderno. Ele insiste em esquecer, tenta jogar tudo fora, dizendo que tudo aquilo não cabe no barco onde mora. Mas acha o caderno. E é um caderno de composições do filho. Pega os cds e começa uma ‘viagem’ para conhecer esse outro lado desse filho. Acaba achando uma maneira de se reconectar com esse filho que morreu, tocando essas músicas que o garoto deixou. E as músicas são incríveis.

O filme vale a pena por tudo, mas as músicas são incríveis. São originais de Ben Kweller, o baixista da banda no filme.

Ele acaba cantando uma das músicas num bar e um rapaz chamado Quentin (Anton Yeltchin)que fica encantado com a música. Vai atrás dele e começam a trabalhar as músicas. Quentin também teve uma vida complicada e os dois se dão muito bem. Mas Sam não conta que as músicas são do filho e tudo bem, até que a namorada do filho falecido aparece furiosa e as coisas mudam de figura.

Roteiro muito original, com uma reviravolta que me deu um nó na cabeça que até agora não consegui decidir se ele devia ou não ter tocado as músicas desse filho…

O certo é que todo mundo faz merda pelo menos uma vez na vida … E a morte de um filho com certeza pode levar um pai a chegar no fundo de um poço. Mas será que tudo que aconteceu é perdoável? Eu realmente não consegui decidir.

Só sei que a trilha sonora é ótima, o filme é muito bom e vale a pena ver. Com certeza vou ver de novo.

Uma grande surpresa foi o Anton Yeltchin, pois ele aparece bem diferente dos últimos papéis que fez – Star Trek, nova versão de A hora do Espanto (Frihgt Night), Terminator: Salvation. Achei que ele iria enveredar para tipos mais de mocinho e galã, sarado. No entanto, ele aparece bem magro, num papel bem introvertido. O tipo de personagem e filme que imaginei que seguiria fazendo depois do adorável Lembranças de um verão (Hearts in Atlantis) e Taken.

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s