Ansiedade e problemas pré-viagem

Não tenho conseguido pensar em muitas outras coisas além dos preparativos da viagem… E vai dinheiro… Nossa… Meu maior problema ultimamente é a Caixa Cartões… Demorou mais de 2 meses para mudar o endereço e eu poder pedir um cartão novo, porque havia bloqueado a senha (quase não uso e com a mudança, não sei onde foi parar a senha). Depois, foi um pagamento a maior que fiz em dezembro que não posso utilizar e não me devolvem de jeito nenhum. É impressionante como o atendimento da dessa empresa piorou. Os atendentes não estão nem aí pro teu problema, cada um te diz uma coisa diferente, derrubam a ligação quando não sabem o que responder. Depois de várias ligações e protocolos, reclamei no site do Banco Central. Dois dias depois, o valor já foi ‘quitado’, mas demora 5 dias úteis para ser devolvido para a conta corrente. Isso sem contar que tive que enviar comprovantes de pagamentos umas 4 vezes – lembrando que fiz o pagamento pelo internet banking da CEF ou seja, não tem como não reconhecer o documento… Ou seja, ainda não recebi o valor – que depois de dois meses, já é inferior, porque eu tinha compras parceladas. Então, fique esperto se for correntista da Caixa – pra essa empresa que se diz pública, ser cliente não significa nada além de que eles estão te fazendo um favor. Já reservei e paguei alguns passeios, mas como é difícil saber se o tempo vai estar bom e colaborar com passeios externos, tenho que deixar para mais perto. A maioria é mais barata comprando por site com antecedência. Quero já ir com o máximo de coisas pagas, pra não ter que me preocupar com dinheiro lá. Vou levar um cartão para somente emergências, que tem um saldo um pouco maior. Outro para compras essenciais ou que só dê pra fazer com cartão de crédito. Isso porque a diferença de cotação entre a compra e o fechamento da fatura tem sido grande, além do IOF. Estou pensando seriamente em levar tudo em dinheiro e abrir uma conta em banco lá, aproveitando que vou como estudante e parece que a escola ajuda nisso, fornecendo comprovante de residência provisório e normalmente tem bancos ‘parceiros’. Vamos ver. Eu já tinha imaginado fazer viagens a outros países, aproveitando a proximidade e por ser bem mais barato estando lá perto do que aqui do Brasil. Por exemplo, passagem direto daqui em torno de R$5000 e lá, R$700. Uma diferença de R$4300 vale a pena, né? http://www.youtube.com/watch?v=2ZcK1129hHM Mas agora, estou me dando conta de que há muitas possibilidades de viagem e tá batendo uma ansiedade – pra onde eu vou? Vale a pena? Ontem mesmo, decidi procurar sobre a Aurora Boreal. Tromso na Noruega ou Reykjavik na Islândia? Comecei a ver preços de passagens e acomodações e gostei mais de Reykjavik. Aí, adivinha começou a dar enquanto escrevo aqui, procuro mais informações sobre Aurora Boreal em Reykjavik? Oblivion, que foi gravada em grande parte na Islândia. Coincidência bem curiosa, não é? Me passa um sensação de ‘É isso! Reykjavik!’ http://www.youtube.com/watch?v=t2WK2ir20ug Agora, lembrei que adorei a trilha sonora de “Como treinar seu dragão”, tanto o 1 como o 2, são do Jónsi, vocalista do grupo Sigur Ros, que é… Islandês! http://www.youtube.com/watch?v=oXV2fCimTsE http://www.youtube.com/watch?v=fh_doTIrFRo SPOILER ALERT! Pra quem não sabe, Sigur Ros tem uma música na trilha sonora do filme “Vanilla Sky”, na parte mais emocionante e linda do filme. E o Tom Cruise é o protagonista, assim como em “Oblivion”. Particularmente, não sou muito fã do filme, mas essa parte realmente me faz chorar… E a música dá o tom triste, saudosista,lindo e esperançoso, por incrível que pareça… Nossa, até me arrepiei aqui… E umas das falas mais marcantes pra mim “Every passing minute is another chance to turn it all aroud” (1:01) – ou simplesmente: Cada minuto que passa é uma nova chance de mudar tudo. Desculpa, mostrar o final do filme, mas não tem como mostrar isso de outro jeito.http://www.youtube.com/watch?v=2ax9BqkjiPM

Rudderless

Vi esse filme ontem… E tive que ver de novo hoje… Billy Crudup incrível, Anton Yeltchin muito bem, assim como Miles Heizer.

Por causa dos spoilers, não dá pra contar muito do filme. Billy Crudup é Sam, um publicitário de sucesso, separado que liga para o filho universitário (Miles Heizer, de Parenthood) para comemorar a conquista de um grande cliente. Josh parece ser daqueles jovens retraídos, artista, aparece cantando e tocando músicas próprias no quarto e nem um pouco feliz. Como Josh não aparece, o pai apenas deixa um recado porque achou que o filho ficou na faculdade. Quando está saindo do restaurante on de levou o cano do filho, vê uma matéria urgente na tv de um tiroteio na universidade.

Como enfrentar a morte de um filho? Ele vai até o fundo do poço. Parece que tenta esquecer o que houve. O que é totalmente compreensível. Até que a ex-mulher consegue localizá-lo e aparece para deixar algumas coisas do rapaz que ela acha que tinha a ver com o pai, como equipamento de som, violão, cds e um caderno. Ele insiste em esquecer, tenta jogar tudo fora, dizendo que tudo aquilo não cabe no barco onde mora. Mas acha o caderno. E é um caderno de composições do filho. Pega os cds e começa uma ‘viagem’ para conhecer esse outro lado desse filho. Acaba achando uma maneira de se reconectar com esse filho que morreu, tocando essas músicas que o garoto deixou. E as músicas são incríveis.

O filme vale a pena por tudo, mas as músicas são incríveis. São originais de Ben Kweller, o baixista da banda no filme.

Ele acaba cantando uma das músicas num bar e um rapaz chamado Quentin (Anton Yeltchin)que fica encantado com a música. Vai atrás dele e começam a trabalhar as músicas. Quentin também teve uma vida complicada e os dois se dão muito bem. Mas Sam não conta que as músicas são do filho e tudo bem, até que a namorada do filho falecido aparece furiosa e as coisas mudam de figura.

Roteiro muito original, com uma reviravolta que me deu um nó na cabeça que até agora não consegui decidir se ele devia ou não ter tocado as músicas desse filho…

O certo é que todo mundo faz merda pelo menos uma vez na vida … E a morte de um filho com certeza pode levar um pai a chegar no fundo de um poço. Mas será que tudo que aconteceu é perdoável? Eu realmente não consegui decidir.

Só sei que a trilha sonora é ótima, o filme é muito bom e vale a pena ver. Com certeza vou ver de novo.

Uma grande surpresa foi o Anton Yeltchin, pois ele aparece bem diferente dos últimos papéis que fez – Star Trek, nova versão de A hora do Espanto (Frihgt Night), Terminator: Salvation. Achei que ele iria enveredar para tipos mais de mocinho e galã, sarado. No entanto, ele aparece bem magro, num papel bem introvertido. O tipo de personagem e filme que imaginei que seguiria fazendo depois do adorável Lembranças de um verão (Hearts in Atlantis) e Taken.