The book of life – Festa no Céu

Vi no cinema a versão brasileira em 3D do filme ‘The book of life’, que ficou ‘Festa no céu’. E adorei, recomendo pra ver sozinho ou com as crianças.

Desenho do produtor Guillermo del Toro, mais conhecido pelo ‘Labirinto do Fauno’ e ‘Hellboy’, super original com elenco original Diego Luna (Manolo), Zoe Saldanha (Maria), Chaning Tatum (Joaquin) entre vários outros. Curiosamente, não vi nos créditos os dubladores brasileiros… Reconheci a voz da Marisa Orth como La Muerte e o excelente Mauro Ramos como Xibalba. Já ía esquecendo do Thiago Lacerda.

Crianças bagunceiras numa visita guiada ao museu no qual uma guia diferente mostra para eles o “Livro da Vida”. Conta uma das histórias, baseadas nas tradições mexicanas, envolvendo três mundos. Catrina (ou La Muerte) é uma deusa que governa a Terra dos Lembrados e tem uma relação confusa com Xibalba, o governante da Terra dos Esquecidos. Eles estão sempre fazendo alguma aposta. Desta vez, no Dia dos Mortos (uma comemoração muito tradicional do México), apostam com quem Maria, filha da maior autoridade da cidade de San Angel, vai escolher se casar: com o violinista Manolo (escolhido por Catrina) e Xibalba não poderá mais interferir no Mundo dos Vivos ou o herói Joaquim (escolhido por Xibalba que passa a governar, também, o Mundo dos Lembrados).

O visual é incrível – muito colorido, vários personagens queridos. Mas não precisa ver em 3D, não tem tantos efeitos assim que precise investir nisso. O Mundo dos Lembrados é um dos lugares mais bonitos e criativos que já vi em um desenho.

No entanto, não dá pra esperar muito do roteiro. É bem legal, divertido, o tempo passa rápido. Só que tem alguns momentos bem lentos em contrapartida de alguns momentos em que é correria louca. E parece que misturou um pouco a cultura do México coma Espanha, mas tudo isso dá pra relevar e curtir o filme numa boa. Mistura várias histórias como Romeu e Julieta, o clássico triângulo amoroso. Um diferencial é a donzela que não é indefesa, que vai batalhar para defender seu povo e não vai se entregar de bandeja por uma cantada ou uma foto autografada.

Achei a dublagem brasileira muito boa, mas acho que teria sido melhor se fossem os dubladores profissionais. Gosto muito do Thiago Lacerda e da Marisa Orth, mas não foram muito bem na dublagem. Continuo achando que os dubladores profissionais brasileiros são excelentes, não precisamos de atores famosos que não tem treino para dublar desenhos e filmes para chamar público. As músicas ficaram meio estranhas, mas não ficaram ruins. Eu tava olhando no youtube as versões originais e ficaram melhores… É que muitas vezes parece que as palavras são encaixadas nas versões brasileiras, ficam com sentido bem estranho.

O que achei muito original e gostei muito foi a abordagem da morte pela cultura mexicana no filme. Assim fica muito fácil passar para as crianças a ideia de que a morte não significa só dor e tristeza. Se continuarmos lembrando de nossos entes falecidos, eles sempre viverão onde quer que nós queiramos – em outra dimensão, em nossos corações. E lembrar a vida dos que já morreram e como nós os amamos é sim motivo de festa.

Enfim, vejam e comentem! Vale a pena para quem gosta de passar uma tarde se divertindo com filme leve, divertido e muito colorido e bonito.

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