Quando me apaixonei por aquele garoto – parte 2

Ficamos todos muito felizes com a separação das turmas. Eu fiquei com todos os colegas que eu gostava e conhecia.

Parecia que a minha turma era a dos nerds. E aquele garoto não era nerd. E ele era tão legal que ficou amigo de todos os nerds, sem deixar de se dar bem com os populares e bonitos. Aquela separação clássica no colégio.

Eu era bem amiga dos cdfs. E sempre me deu bem com o Leo. Por coincidência, o garoto ficou super amigo do Leo. E o Leo sempre vinha falar comigo. Na hora do recreio, do almoço, fazer trabalho junto.

E a gente foi ficando amigo, eu e o garoto. Mas ainda nada demais. Como toda guria no colégio, eu gostava de ficar olhando os garotos mais velhos.

Um dia, na época das festas juninas, eu estava pegando um solzinho na arquibancada da quadra aberta com a Dora, minha melhor amiga. Curiosamente, a Dora e o Leo não se davam bem, mas sempre estávamos juntos. Então, ele veio com o garoto para pegar um sol com a gente. Daqui a pouco, o garoto comenta: hoje, faz mais um ano que estou em terapia. E olhando pra mim. Ficamos todos quietos, não sabíamos o que ele queria dizer com isso. Todos sabiam que os pais dele eram separados havia bastante tempo.

A Dora ficou toda empolgada, achando que ele estava contando aquilo pra mim, como que demonstrando que queria que eu soubesse um segredo dele. Não dei bola. Afinal, não foi só pra mim, tinha mais gente junto.

E cada vez mais andávamos juntos. E o grupo foi crescendo. Chegou um momento em que praticamente toda a turma andava junto. Menos uma nojenta que tinha entrado no colégio naquele ano e não sabia que turma escolher. Mas ela era feia do tipo metida a popular. Aquele tipinho clássico que judia dos nerds e se acha o máximo. Que tem namorado bem mais velhos, bebia e fumava escondido.

E então se juntou só nosso grupo o Caio. Ele tinha rodado no ano anterior. Os pais estavam se divorciando e ele não queria papo com ninguém. Mas com a gente ele gostava de ficar. Se dava super bem com o garoto. Então, estávamos sempre juntos eu, Dora, Caio, Leo e o garoto.

O Caio tinha 15 anos e já dirigia. A mãe dele deixava vir de carro pro colégio. Imagina, que louco. Mas ele dirigia super bem, parecia mais velho e era bem responsável. Trazia a irmã mais nova lei colégio também. Então, nos passeios, a gente não ia de ónibus escolar: a gente ia de carro com o Caio. As outras turmas se mordiam, era muito engraçado.

E minha amiga se apaixonou pelo Caio. E parecia que ele gostava dela também. Mas nunca rolava nada.

Com essa convivência toda, a gente gostava até das mesmas músicas. Apesar da minha preferida ser On the turning away e ele preferir Wish you were here do Pink Floyd.

E ele sempre falando comigo, me dando atenção. Mas nunca me disse nada. E eu fui achando cada vez mais bonitinho isso.

Até que um dia de noite, a Dora e outra amiga minha estavam comigo escutando músicas bainha casa e eu senti. Não conseguia para de pensar nele, estava sentindo saudade, mesmo tendo passado o dia todo juntos no colégio. Jamais vou esquecer: eu tava escutando a música Soldados do Legião Urbana. Senti vergonha, me senti boba e fui no banheiro. Quando saí, as meninas perguntaram o que houve, eu estava estranha. Contei envergonhada que estava apaixonada. Elas riram, porque não havia motivo para vergonha, super natural. E quem era o sortudo??? Ele, o garoto. O garoto mais legal daquela turma. Daquela série. Daquele colégio.

To be continued …

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