Vikings

Que grata surpresa essa série! Eu tentei ver pelo History Channel, mas sempre coincidia com alguma outra coisa e eu acabava não vendo…

O primeiro episódio choca um pouco pela violência, mas a gente vai lembrando das histórias de vikings da época do colégio e vai se dando conta de que a cultura é diferente em lugares, época etc

Elenco muito bom, com alguns nomes conhecidos e muita gente desconhecida. O protagonista realmente surpreende pela força e carisma.

O episódio 7 me chamou a atenção no quesito ‘cultura’. Como é uma questão de ponto de vista quando somos diferentes. Os vikings são sempre vistos como bárbaros, selvagens. Mas aparentemente, são objetivos, simples e justos. Nesse episódio, um rei inglês convida o grupo viking para negociarem a vida do irmão do rei. Os convivas do rei olham com desgosto, demonstram toda a negativa em perceber ‘os maus modos’ dos vikings. Só que em momento algum, perguntam como fazem, se querem fazer diferente. A grande diferença vem mais ao final, quando o inglês não cumpre o pagamento combinado. Além disso, o conde viking participa ativamente de todas as ações com seu grupo. O inglês manda seus servos lutarem por ele. Assim, os bárbaros são honestos, comunitários, trabalham em equipe enquanto o rei mente, engana e manda os outros fazerem o trabalho em seu lugar. 

No episódio 8, uma comitiva vai até um lugar santo, entregar as oferendas de todos o povoado que representam. Também serão feitos sacrifícios aos deuses. Todos em número de 9: bodes, porcos, aves… e pessoas. Sim, pessoas que se resignam e servem aos seu povo. Como o padre cristão não abriu mão do catolicismo, ele não serve como oferenda. Assim, outra pessoa deve ir no seu lugar. E um deles se oferece, como uma honra para o bem da família, dos amigos e do povoado. E são chamados de bárbaros. Enquanto outras religiões pregam a culpa e o ódio. 

Até por ter estudado um pouco de Antropologia, achei muito interessante essa visão dessa cultura do qual não aprendemos muito. E me fez pensar nas nossas diferenças e em como agimos em nome dela.

Nem todo bom é tão bom que não tenha nada de ruim, nem todo ruim é tão ruim que não tenha nada de bom. 

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