Vikings

Que grata surpresa essa série! Eu tentei ver pelo History Channel, mas sempre coincidia com alguma outra coisa e eu acabava não vendo…

O primeiro episódio choca um pouco pela violência, mas a gente vai lembrando das histórias de vikings da época do colégio e vai se dando conta de que a cultura é diferente em lugares, época etc

Elenco muito bom, com alguns nomes conhecidos e muita gente desconhecida. O protagonista realmente surpreende pela força e carisma.

O episódio 7 me chamou a atenção no quesito ‘cultura’. Como é uma questão de ponto de vista quando somos diferentes. Os vikings são sempre vistos como bárbaros, selvagens. Mas aparentemente, são objetivos, simples e justos. Nesse episódio, um rei inglês convida o grupo viking para negociarem a vida do irmão do rei. Os convivas do rei olham com desgosto, demonstram toda a negativa em perceber ‘os maus modos’ dos vikings. Só que em momento algum, perguntam como fazem, se querem fazer diferente. A grande diferença vem mais ao final, quando o inglês não cumpre o pagamento combinado. Além disso, o conde viking participa ativamente de todas as ações com seu grupo. O inglês manda seus servos lutarem por ele. Assim, os bárbaros são honestos, comunitários, trabalham em equipe enquanto o rei mente, engana e manda os outros fazerem o trabalho em seu lugar. 

No episódio 8, uma comitiva vai até um lugar santo, entregar as oferendas de todos o povoado que representam. Também serão feitos sacrifícios aos deuses. Todos em número de 9: bodes, porcos, aves… e pessoas. Sim, pessoas que se resignam e servem aos seu povo. Como o padre cristão não abriu mão do catolicismo, ele não serve como oferenda. Assim, outra pessoa deve ir no seu lugar. E um deles se oferece, como uma honra para o bem da família, dos amigos e do povoado. E são chamados de bárbaros. Enquanto outras religiões pregam a culpa e o ódio. 

Até por ter estudado um pouco de Antropologia, achei muito interessante essa visão dessa cultura do qual não aprendemos muito. E me fez pensar nas nossas diferenças e em como agimos em nome dela.

Nem todo bom é tão bom que não tenha nada de ruim, nem todo ruim é tão ruim que não tenha nada de bom. 

Sei lá, mil coisas…

Aí, chega mais um momento em que a pessoa fica meio que sem saber o que fazer… Tanta coisa pra fazer, tanta coisa pra decidir…

Uma coisa que eu não esperava, era ficar sem emprego… Nem um estágio eu tô conseguindo… E sinto que as pessoas que fazem entrevistas, selecionam currículos são ou estão muito despreparadas. E não sabem… 

Li por esses dias, uma escritora comentando sobre isso também: que ela é uma pessoa que tem contas pra pagar, não vive de luz. Quer trabalhar. Escrever qualquer coisa que dê uma graninha pra poder se manter enquanto produz outro livro.

E é isso mesmo que eu acho: gente, eu quero trabalhar e pagar minhas contas. Ou eu tenho experiência demais, ou tô velha… Numa entrevistas dessas, o dono do lugar disse que não tem tempo pra ir no banheiro, que não tem essa de ligação pessoal, que é ‘produção massiva’ e que a pessoa tem que querer ganhar cada vez mais comissões pra se dar bem. Não me dei conta na hora – sou meio ingênua de vez em quando – só depois que saí de lá. Sério??? Tu acha que eu vou me matar pra ganhar uma tv de prêmio por vendas, pra tu ganhar o lucro e eu ter uma infecção urinária porque não tenho tempo de ir ao banheiro pra ganhar mais comissões? E gastar tudo em tratamento de saúde pelo visto…At porque eu já tenho uma tv de 46″ e outra de 32″ só pra mim….

Em outra entrevista, a moça veio falar comigo com uma meia hora de atraso. Não parava de bocejar, não escondia que não estava nem um pouco a fim de estar ali naquele momento.

Acho que a coisa que mais me irrita nas entrevistas ultimamente é que as pessoas sempre se atrasam. Gente, como tu acha que pode me avaliar se tu sequer respeita o horário combinado comigo? Nessa, eu já perco o tesão e já me dou conta de que a criatura não serve pra me entrevistar. E se a empresa põe esse tipo de gente pra entrevistar novos possíveis funcionários, também não serve pra mim.

O ruim é que tô gostando de não trabalhar. Não por não fazer nada. Tô sempre fazendo alguma coisa. Eu estou adorando não ter que ficar fazendo o que outra pessoa quer. Não estar subordinada a alguém que não entende a mínima do que eu faço ou que acha que entendo como eu funciono. 

E de acreditar que dessa vez vai dar certo. Que meu chefe realmente é minha equipe e eu sou equipe dele. 

Eu tô cansada de confiar e me sentir traída de novo…

Começo a concordar com minha mãe: ela sempre me disse que eu devia ter o meu próprio negócio, porque eu tenho a manha, tino pra fazer os negócios darem certo. O problema é o que fazer, qual negócio começar e com que dinheiro investir…

Once upon a time

Fiquei dias sem escrever e, agora, não consigo parar…

Logo que começou a ser apresentada no canal Sony, adorei. Confesso que deve ter alguma coisa com meu lado criança que adorava contra de fadas – lembra da coleção “Disquinho”?

E não foi só isso. Era isso dos contos de fadas ‘renovados’ e sendo descobertos as poucos com uma protagonista “durona”. Afinal, não é qualquer uma que sai atrás de foras da lei pela fiança.

Essa modernizada nas histórias foi o melhor. Quem diria que a Branca de Neve teve um passado fora-da-lei e detesta o Príncipe Encantado? Ou que a Mulan se apaixonou por uma princesa? Quem poderia imaginar que a Chapeuzinho Vermelho era o próprio lobo???

Na segunda temporada, achei que começou a ficar meio confuso, perdendo alguma coisa que me fazia ansiar cada episódio.

Nessa terceira temporada, o meu personagem preferido é o Peter Pan. A reviravolta na história – é pai de um personagem e abandonou a família pra voltar pra Terra do Nunca. É muito mau. O ator é bem jovem, mas encarnou perfeitamente.

Se fosse para escolher o preferido dos preferidos, o escolhido seria o Caçador/delegado. E ele estava começando a lembrar, já não seguia fielmente sem pensar a prefeita.

Eu gostava muito da Emma, mas tenho achado tão apagada e tão chatinha com a história do abandono pelos pais. Poxa, eles tentaram salva-la. Não foi abandono.

Também gosto muito do Baelfire. Além de ter várias histórias com diversos momentos da vida dele, também saiu de Storybrooke, é filho, é pai e disputa o coração da salvador. Personagem muito rico e nunca tinha ouvido falar sobre ele.

Espero que a Emma volte a ser como na primeira temporada…o

Lie to me

Eu não sei porque cancelar essa série… Roteiro incrível, histórias criativas, personagens ótimos.

Sei que é uma fórmula complicadissima essa dos canais americanos, mas não faz o menor sentido pra mim. Seriado que tinha milhares de fãs não deveria ser cancelado.

Enfim, não têm muita novidade em termos de trilha sonora. Competente, mas nada demais.

A não ser pela ‘música-tema’. Têm tudo a ver com o personagem principal – que a gente ama e odeia. E mostrando os detalhes que denunciam a mentira, vale por um cd inteiro.

E Tim Roth não precisa de palavras – ele sempre é incrível. Imagina com um personagem complexo e carismático como esse???

Os outros personagens e elenco são muito bons, mas o seriado é ele. Queria que tivessem continuado… Ainda bem que tem no Netflix, a Record está passando, tem em DVD…

Sherlock – BBC

Não é novidade que os fãs de “Sherlock”, da BBC, esperam ansiosos a próxima temporada. Mas é fácil de saber por quê: excelentes roteiros, ótimos atores e, claro, pra mim, o melhor: a trilha sonora. No início, não achei nada demais nas músicas. Na primeira temporada, percebe-se uma unicidade que acaba dando um caráter mais sério ao programa. Claramente, é baseada na trilha sonora do filme estrelado pelo excelente Robert Downey Jr.

Para variar, vi o alvoroço na internet, que tinha disponível no Netflix e não levei muita fé. Num desses dias de insônia, acabei vendo o primeiro episódio. Opa, o Bilbo – deve ser legal, vou dar uma chance e continuei vendo. Esse Sherlock – já vi em outros filmes, em pequenos papéis. Bastaram alguns minutos para que eu achasse uma coisa boa – o que são as falas gigantes do Holmes? Esse ator tem que ser bom pra conseguir atuar e falar tudo aquilo, tão rápido e com uma confiança que chega à arrogância?! Divertido, interessante, química perfeita entre os personagens e não são só 20 minutos por vez.

A primeira paixão surgiu com “A Scandal in Belgravia”. Incrível como a música foi tão bem elaborada: é possível relembrar tudo o que acontece somente por ela. Principalmente, quando ELA aparece. Sim, The Woman. Difícil escolher, mas esse vídeo traz uma montagem que é perfeita. Quando vi a parte “I’m actually not gay.” ‘But I am. Look both of us now…”, me dei conta – olha só pra mim agora…

Por sorte, como demorei pra começar a ver, já havia sido lançada a terceira temporada. e, de cara, me apaixonei pela música “How it was done”. Dá pra acreditar no talento desse pessoal que produz a música??? É totalmente diferente das outras músicas da trilha, transmite totalmente a ação, suspense e força do roteiro. Aí, foi amor mesmo.

E a adição de “Donde estás Yolanda?” foi perfeita.

Fico impressionada com a fama que o protagonista alcançou. Porque eu acho que o gênio é o Mark Gatiss. Os vídeos que vi de entrevistas dele, é um querido, engraçado e inteligentíssimo. Não entendo como a mulherada enlouqueceu com o Benedict. O detalhe é que se apaixonaram pelo personagem. Parece que o ator é bem tranquilo, fala mansa, super atencioso com os fãs e bem simples. Como a mídia consegue transformar as pessoas. O cara virou símbolo sexual, sem ser bonito, sem ter o corpaço que normalmente os escolhidos têm. No filme Star Trek, ele já está bem diferente, percebe-se que levou um belo trato e começou a aparecer super bem vestido, cabelo impecável nos eventos. E passou a ser convidado para grandes eventos. E ele já era excelente ator. Eu comentei que fez pequenas participações, mas de grande impacto nas histórias dos filmes dos quais participou – a não se em “Whistleblower” no qual é só uma ponta mesmo, mas foi bem porque até engana com sotaque americano. Em “Desejo e Reparação”, o papel dele é imprescindível para que tudo aconteça e ele mal era mencionado. Lembro que fiquei chateada pelo personagem dele em “A Outra” (The Other Boleyn Girl). Ele era o marido da personagem da Scarlett Johansson, com direito a cena de núpcias e nem apareceia nos primeiros créditos. Espero que o sucesso não suba à cabeça e esqueça dos fãs. Mas também, não dá pra condenar e, porque as fãs extrapolam. E, na Inglaterra, os papparazzi não saem de cima. O cara já sofreu até cyberstalking… Tem que ver “Third Star”,”Hawking” e o curta “Inseparable”.

Além disso, a voz é outro talento. Vi alguns documentários da BBC Earth e National Geographic, mas não achei diferente de outros narradores, muito bom mas tão bom quanto outros narradores. No entanto, depois dessa fama toda, ele fez “Jerusalém”: quanta diferença! As propagandas para Jaguar, Google. Sinto muito mais impostação de voz, abusando dos graves, demonstrando muito mais confiança. Apesar de que nas leituras de livro e apresentações de rádio, ele parecia já ter essas características.

Só não acho justo que demorem tanto para fazerem a quarta temporada. Principalmente, por motivo de ‘agenda’dos atores, produtores e roteiristas. Gente, foi essa série que mostrou vocês pro mundo. É por causa dos fãs dessa série que vocês conseguiram outros trabalhos e valorizassem outros trabalhos já feitos. Tem que arranjar um tempo na agenda. Consegue arrumar tempo para outros trabalhos, então consegue tempo para “Sherlock”. Tudo bem que são várias pessoas envolvidas, mas tá faltando um pouco de boa vontade…

Enfim, que venham mais temporadas de “Sherlock”. Mark Gatiss, faça sua mágica novamente – já conseguiu juntar todos esse povo para 3 ‘seasons’, faça de novo!

A melhor de How I met your mother

Comecei a ver How I met your mother meio sem querer, já devia estar no final da sétima temporada, talvez começando a oitava. Pelo menos, eu não sabia que iria terminar na nona quando ouvi um colega do trabalho comentar sobre a série.

Não dei muita importância, porque não ligava muito pro que o cara falava. Deu uma pirada e começou a pegar no meu pé, sempre me queimando com o chefe, que eu não sabia fazer meu serviço direito bla bla bla. Falando o expert que era freelancer, trabalhava mal 4 horas, porque sempre chegava atrasado e quase sempre saía cedo. E não tinha nenhuma experiência na minha área. FY!

Enfim, numa dessas vasculhadas no Youtube – é, sempre o Youtube me salva – vi um clip, aparecem mais sugestões e, quando vi, já estava quase viciada. É fácil de assistir, não tem frescura, trata de tudo que é assunto na boa, tem vários protagonistas e todos são legais a sua maneira. Com certeza baseados em tipos de pessoas que a gente conhece – o cara super metódico, o casal que está junto desde sempre, o amigo que parece que sempre se dá bem em tudo, a garota que é faz sucesso com todos os caras. E todo mundo se apaixona, todo mundo sofre, perde alguém importante. E tudo isso é tratado de uma forma leve, mesmo quando triste, mesmo quando engraçada.

A trilha sonora é perfeita. Sempre em total sincronia com os episódios. Mas quando fui escutar somente as músicas, tive uma sensação que de as músicas são muita parecidas. São bem legais, mas não consigo escutar todas em seguida. Realmente tenho a impressão de que são as mesmas… E poucas me marcaram. A top da minha lista é The Funeral – Band of Horses. Não consegui achar um vídeo com qualidade boa pra mostrar o momento que marcou, mas essa música é digna do repeat no mp3. Começa triste, aquela sensação de que perdeu mais uma vez, não deu certo e parece que, aos poucos, a gente vai relembrando como deu errado e, de repente, se dá conta de que deu certo por um tempo, que foi feliz e começa a sensação de esperança de que a vida continua, é só correr atrás, que vale a pena tentar de novo. Um dia a gente consegue. Não é isso mesmo que a gente sente? Sério, tô escutando a música sem lembrar direito do episódio de Farmhampton, mas é essa a sensação. E vagamente tenho a impressão de que é isso que acontece com o Ted durante a música.

Música é ingrediente principal da minha vida. Preciso escutar música. Nem que seja um pouquinho durante o dia ou antes de ir dormir. E afeta incrivelmente meu humor. Assim, eu tendo a não escutar músicas tristes, de fossa ou de momentos tristes de filmes que me marcaram muito. Mas eu as tenho no mp3 igual. De vez em quando, escuto só um pouquinho pra não ficar triste, pra não deixar me afetar. É, não sou tão madura assim. Então, nesse clima, tem uma música do HIMYM que acho linda, mas que me entristece é Wilco – How to fight the loneliness.

Outra que é muito bonitinha é The Shins-Simple Song. Sou suspeita, porque The Shins sempre tem uma música perfeita pra trilha sonora. Nessa a sensação é parecida com Band of Horses, mas só a parte boa. O que quero dizer, que desde o início a gente sente esperança – de que vai conseguir, que o que quer que a gente queira, a gente vai conseguir. Falta pouco. A diferença é que parece uma coisa que simplesmente é, que vai acontecer porque tem que acontecer. Não precisa ir atrás, não tem que batalhar por isso. E a letra não tem nada a ver com isso…

Tá, só mais uma: Shake it out – Florence and the machine. Esse eu tenho que postar um vídeo de qualidade precária, porque não achei outro e o momento é perfeito. Nesse caso, a música e o momento são um pouco tristes. Só que tem uma esperança escondidinha ali. Começa naquele momento em que não deu certo, que não saiu como a gente queria e não vai ser fácil se recuperar. Mas a vida taí pra ser vivida e ainda tem muita coisa pra acontecer. A gente tem a certeza de que às vezes se erra, mas muitas vezes se acerta. Não deu agora, mas vai dar. Vida que segue. Mas vida que segue pra dar certo. ” But it’s always darkest before the dawn”. But ALWAYS be a dawn. E a cena dos guarda-chuvas é perfeita.

Com certeza, vou sentir falta de ver novos episódios de HIMYM, mas tudo tem um fim. E que venham mais séries que marquem a gente, que me faça feliz, que me faça rir, que me faça chorar. Que me lembre que a vida é assim mesmo e, às vezes, a gente precisa ver um episódio de uma série incrível pra se dar conta…

10 anos do final de Friends

Com certeza, “Friends” foi uma das minhas séries preferidas. Com a lembrança em todo o lugar que completam 10 anos desde o último episódio, fica difícil de não pensar nisso.

O caso é que eu me dei conta de que não gosto mais tanto quanto eu gostava. Ok, superfãs eternos: me crucifiquem. Como está sempre reprisando na Warner e vi em algum lugar que é a série que sempre ganha quando o canal pergunta ao público qual deve reprisar, é ela “Friends”.

Certo que é porque estou mais velha, muita coisa na minha vida mudou. E uma delas foi o ‘amor’ por esses “amigos”. Antes, era aquele ritual de esperar o dia e a hora de ver “Friends”. Agora, continuo vendo. Mas se surgir qualquer coisa no mínimo interessante, eu deixo meus “amigos” pra lá e nem tô.

Engraçado perceber isso. Que a gente muda mesmo. E aí vai outra bomba: eu não tenho mais paciência com a Rachel. Nunca fui super fã dela, nem foi meu personagem favorito. Agora, pra mim, ela é uma chata. Mesmo depois de adulta, continua sendo mimada, chorona e nem sempre é engraçada. Enquanto isso, continuo curtindo os outros personagens. Estranho, né?

Acho uma pena a maioria deles não ter dado muito certo depois do fim do seriado. Todos me pareciam muito talentosos. Gente famosa e rica também fica marcada, também tem que se reinventar, também tem percalços e decepções na vida – diferente do que a maioria acaba pensando.

Vou continuar assistindo quando aparecer na tv, mas não vai ser mais o que eu marco pra ver. É, eu marco os programas que eu quero ver. Afinal, tem tanta coisa rolando, que é difícil escolher na hora.

Não lembro de um episódio que eu tenha amado, mas os ‘flashbacks’ eram as minhas partes preferidas. E me dar conta de que seguir modas nos faz parecer ridículos anos depois. E tentar reviver isso?

Gosto de pensar que foi uma época incrível acompanhar os episódios quando inéditos. Assistir a reprises mais uma ou duas vezes, mas não é mais ‘A’ série. Talvez porque nunca tenha me sentindo um deles. Vejo muita gente dizendo que se achava muito a ver com determinado personagem – a mulherada sempre se achando a Rachel… Acho que já fui um pouco de cada um em algum momento. A obsessão da Mônica por limpeza e organização, com certeza, nunca tive.

Foi uma das poucas séries que não tinha uma trilha sonora bacana. Poucas as músicas que me marcaram. Uma que descobri sem querer, foi num momento deprê da Rachel.

Outra coisa: não curti a história de que não vão fazer o famoso reecontro comemorativo. Todos os seriados têm esse tipo de comemoração. Por que não? Foram os papéis que os lançaram ao sucesso, ganharam muita grana – chegaram a ganhar U$ 1 mi por episódio cada um. Acho que devem isso aos fãs. E o papo de não conseguirem conciliar agendas? Ah, por favor, menos. Tudo o que acontece com eles agora é e sempre será em função dos fãs que os acompanharam e consumiram tudo que puderam sobre eles – desde pagar tv a cabo até comprar revistas ou qualquer outro produto da série.

Marcou época e, com certeza, eu não vou esquecer das muitas risadas que dei assistindo cada episódio. Ainda mais que a Warner continua reprisando…

Trilhas sonoras

Se é uma coisa que curto muito, mas muito mesmo é trilha sonora de filme. Seriados e programas de tv acabam entrando nessa também, mas as de filmes são as preferidas.

Sempre gostei, desde que me lembro de ver tv, em Salvador, com uns 5 anos de idade. Assistia a TV Globinho, esparramada no chão, com as mãozinhas segurando o rosto, cotovelos roçando no carpete. Não existia controle remoto e a televisão ficava na estante da salinha, numa altura em que eu não pudesse alcançar. Então, a primeira preferida foi a música tema dos Barbapapas.

Muitas me marcaram muito e eram caras, difíceis de achar. Mas a primeira pela qual me apaixonei perdidamente foi “The Commitments”. Adorei o filme e as performances reforçaram a paixão pelas músicas. Outro problema é que o filme era do circuito alternativo, então a trilha sonora mal saiu aqui no Brasil. E só importada. Até que numa reunião com amigos, num sábado de noite, o namorado da amiga de uma amiga minha disse que tinha alugado o cd em tal locadora. Por sorte, a locadora abria aos domingos. Prontamente, fui com meu namorado lá. Como eu ainda só fazia estágio, ele é que fez cadastro com documentos, pois precisava de contracheque. Não sei quantas vezes escutei aquele cd. Gravei e devo ter escutado a fita mais de um milhão de vezes. A preferida é “Try a little tenderness” numa performance forte, empolgante, apaixonada que não dá pra não cantar junto a todos pulmões.

Sem falar que eu já adorava essa música, versão original do Otis Redding,
da trilha de “Garota de Rosa Schocking.

Agora, estou adorando a OST (Original Soundtrack Themes) de um seriado que descobri na internet, pelas sugestões do youtube. E olha só que legal: achei num canal de um fã quando procurava outro seriado que gostei muito também. Já faz alguns anos que o pessoal da indústria de filmes e seriados se deu conta que a trilha é coadjuvante da cena, da história. E os fãs amam e compram. Na série My Mad Fat Diary, o incrível é que são músicas da época (década de 90), não instrumentais criados ou aproveitados. E faz toda a diferença. Pra ter uma ideia de que até o timing da música é perfeito nessa série – aquele clima de romance ‘vai-não-vai’ entre dois personagens, de uma brincadeira entre eles, no auge na cena, a frase da música é “There’s a fire between us”. Sincronia total. Confesso que o início da música é bizarro, prefiro a partir dos 0:34. Só que esse pedacinho também faz parte da história, em diálogos importantes para o desenrolar dessa relação.

O incrível é descobrir que não sei tanto de música como achava… Não resisto – contém spoilers MMFD – tem que ver e ouvir pra entender:

. Onde eu estava durante todos esses anos que não conhecia essa música? E ela é perfeita pra dois contextos diferentes – triste para a Tix e como um sonho impossível realizado para a Rae.

Sério, como eu não conhecia esta do Blur??? Outro momento bacana de música perfeita pra cena. Dessa vez, sem spoiler. “Well you and I/Collapsed in love/And it looks like we might have made it”.

Falei que prefiro as de filme e só postei uma. Então, a que tenho escutado muito é do filme ” A vida Secreta de Walter Mitty” – Space Oddity. A versão do Bowie é incrível, mas as pequenas participações da Kristen Wiig dão aquele toque especial… Faz toda a diferença no filme. Eu até gravei quando vi o filme, mas não consegui colar aqui.

Agora, tá dando Wall-E na televisão, então imediatamente lembrei de uma das coisas mais fofas e lindas que já vi, com uma música perfeita de fundo. Porque desenhos também fazem parte da minha cinebiblioaudioteca.

Uma trilha que é muito boa, mas que , pra mim, a melhor parte é o final, a parte dos créditos é “Desventuras em série”. Não me levem a mal, o filme é muito legal. No entanto, a montagem e a música no final são um show a parte.

Para não desmerecer as músicas que são compostas para os filmes, a trilha de “O último samurai” é avassaladora. E uma das melhores partes é realmente o final. O filme como um todo é incrível. Mas eu já choro e me arrepio só de lembrar. Não tem como explicar sem mostrar. Contém spoilers –

Comentei ‘minha cinebiblioaudioteca’ por que eu tenho todas essas músicas no meu smartphone, assim como alguns filmes ou cenas preferidas do que eu puder ter.

Aposto que vou continuar enquanto der…

Eu sou uma raridade

green

green

Pareço convencida, mas prometo que não.

Eu já havia começado um blog há anos atrás. Mas, como tudo que faço, acabei deixando de lado. Não sei o que é, começo várias coisas, super empolgada – trabalho, projeto, exercício físico – e, daqui a um tempinho, já larguei de mão.

Dessa vez, estou com bastante tempo disponível. Fiquei desempregada e, diferente do que imaginava, meu currículo não está fazendo muito sucesso. E como vejo muita tv, leio muita coisa, acabo tendo muito assunto. Infelizmente, as pessoas com quem convivo não se interessam, discordam veementemente ou, o que acho que é o principal, não querem escutar. Por que perder a oportunidade de me expressar para outras pessoas? Talvez haja por aí alguém precisando de uma opinião como a minha, passando por situação semelhante e precisando se sentir compreendida ou simplesmente pelo fato de ter gostado do meu jeito de escrever.

Enfim, sou uma raridade. Não por ser única. Afinal, todo mundo é diferente de alguma maneira. É porque descobri faz alguns dias que faço parte de um grupo de que representa apenas 2% da população mundial. Isso mesmo: só míseros 2% do planeta. Tenho olhos verdes. Jamais me passou pela cabeça algo parecido. Já havia me dado conta de que sou uma das poucas da minha enorme família que tem olhos dessa cor. Só não havia me dado conta de que conheço pouquíssimas pessoas cujos olhos são verdes.
Tive uma sensação incrível: uau, sou raridade! Mas logo me dei conta: e se eu quiser ter filhos parecidos comigo, com a mesma cor de olhos???? Oh, shit…